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Huntington's Disease Youth Organization

Bem-estar Emocional

A HDYO tem mais informação sobre DH disponível para jovens, pais e profissionais no nosso site:

www.hdyo.org

Bem-estar emocional é um termo que pode ter um significado diferente para cada pessoa, mas nesta secção referimo-nos à forma como te sentes emocionalmente e à tua auto-estima. O bem-estar emocional é realmente importante porque estares bem emocionalmente ajuda-te a enfrentar as situações mas, se estiveres menos bem a nível emocional, pode ser duro lidares com isso, especialmente quando os tempos são difíceis. Enquanto jovem, teres a DH na tua vida pode, por vezes, afectar a forma como te sentes contigo próprio. Existem muitas formas da DH provocar um impacto emocional numa pessoa jovem e esta secção irá focar-se naquelas que são mais comuns.

É importante dizer que o bem-estar emocional é, muitas vezes, afectado pelo ambiente que rodeia a pessoa - o que significa que se trata menos daquilo que tu fizeste e mais sobre que tipo de apoios ou desafios existem na tua vida. Ter a DH a afectar a tua vida enquanto jovem poderá, de certeza, trazer muitos desafios ao teu bem-estar emocional. Por isso, se sentes que não és capaz de lidar com isto neste momento, não é culpa tua sentires-te desta forma.

Em baixo, tens uma lista com todos os tópicos abrangidos nesta secção. Podes clicar naquele que aches ser mais relevante e aprender mais sobre estas experiências e sentimentos. O acesso ao apoio é também destacado em todos os tópicos, para que possas procurar ter apoio para as tuas preocupações específicas. Se em algum momento, enquanto lês esta secção, te sentires angustiado, lembra-te que existe sempre um botão do lado esquerdo do teu monitor para contactar a HDYO, estaremos cá para ouvir-te.

Tópicos sobre Bem-estar Emocional:

Depressão

Por vezes, a vida pode parecer realmente difícil. Por vezes, ser afectado pela DH pode fazer com que tudo pareça ainda mais difícil. Isto pode fazer com que as pessoas fiquem tristes e deixem de apreciar a vida como antes faziam. Frequentemente, a depressão é um sentimento de desespero e de tristeza que a pessoa pode experienciar durante um longo período de tempo, semanas ou meses. A depressão é algo que afecta a vida das pessoas e pode ser diagnosticada por um médico.

O que causa a depressão?

Muitas vezes, a depressão é causada por algo que está a acontecer na tua vida e que altera a forma como te sentes, tal como o luto, o stress ou, em relação à DH, o facto de um membro da família ter sido recentemente diagnosticado com DH, ou de os seus sintomas estarem a progredir e isto estar a ter um impacto negativo em ti. Estas alterações na vida podem conduzir a alterações na forma como alguém se sente emocionalmente e causar depressão.

Como sabes se te sentes triste ou estás deprimido?

Apoio na depressão

A depressão é muito comum e, se sentes que estás deprimido, então é muito importante que procures apoio. Com apoio, as pessoas que têm depressão podem ter uma recuperação completa. Se te sentes deprimido, então a melhor coisa a fazer é contactares o teu médico. O médico pode sugerir tomares antidepressivos ou fazeres psicoterapia - ambos podem ser úteis para ultrapassar a depressão. Os antidepressivos, por si só, não são habitualmente a resposta para a depressão. É aqui que a psicoterapia é vital, para que possas encontrar a causa da tua depressão e fazer as alterações necessárias de forma a melhorar a tua disposição.

Supportive friends

Outra forma importante de ultrapassares a depressão é falares sobre isso. Pode parecer a coisa mais difícil de se fazer, mas falares com alguém acerca de como te sentes, seja um amigo, um familiar, um dos teus pais, cuidadores ou uma pessoa de confiança, significa que estás a começar a lidar com os teus sentimentos. Se guardares os teus sentimentos para ti próprio podes começar a sentir-te solitário e como se tivesses de lidar com tudo sozinho. A Sarah, uma pessoa jovem afectada pela DH que passou por uma depressão, acredita que falar a ajudou imenso:

‘Quando tinha 17 anos, descobri que o meu pai tinha DH… Na altura, pareceu-me uma informação tão pesada para a minha formação de vida que teve um enorme impacto no meu bem-estar emocional. Atravessei um período maníaco-depressivo, dos 18 aos 21 anos. Pensava que não tinha ninguém com quem pudesse falar e não queria ser um fardo para ninguém, especialmente para a minha família, quando eles já tinham muito com que se preocupar com a situação como estava. Mas acontece que foi o melhor remédio, encontrei um grupo de muito bons amigos que me davam imenso apoio e que também, eles próprios, tinham passado por uma depressão. Penso que a maior ajuda que eles me deram foi ouvir-me e deixar que lhes ensinasse o que era a DH e como estava a afectar a minha família. Por isso, e apesar de eles pessoalmente não estarem ligados à DH, sempre pude contar com eles e dizer-lhes tudo o que se estivesse a passar, sem ter medo de ser julgada ou mal interpretada.’ - Sarah

Se não tiveres ninguém com quem sintas que podes falar, podes contactar a HDYO sobre a depressãoem qualquer altura. Estamos cá para ouvir.

O lado positivo da depressão

Apesar de a depressão ser vista, frequentemente, como tendo um impacto negativo na vida, sugere-se que, quando é ultrapassada, as pessoas se sentem mais fortes e resilientes. O filósofo grego Aristóteles também pensava na depressão como uma mais-valia, por causa dos conhecimentos que poderia trazer. Ele acreditava que existia um aumento de empatia nas pessoas que tinham ou haviam tido depressão, porque elas se tornavam mais compreensivas com o sofrimento das outras pessoas. A Sarah também acha que existe um lado positivo na depressão:

‘Se tivesse a oportunidade de voltar atrás e não passar pela depressão, não o faria. Aprendi muito sobre mim mesma e isso teve um grande papel na pessoa que sou hoje.’ - Sarah

Mesmo que te sintas sem esperança agora, lembra-te que a depressão pode ser ultrapassada e que os sentimentos negativos não ficarão contigo para sempre.

Ansiedade & Stress

A ansiedade é um sentimento desagradável de medo e preocupação. Normalmente, a ansiedade pode ser útil, ajudando-nos a evitar situações perigosas, tornando-nos alerta e dando-nos motivação para lidar com os problemas. No entanto, se os sentimentos forem muito fortes ou continuarem por muito tempo, podem impedir-nos de fazer as coisas que queremos, tornando as nossas vidas infelizes. O stress é o sentimento de estar sob demasiada pressão mental ou emocional. A pressão transforma-se em stress quando as pessoas se sentem incapazes de lidar com as situações.

Muitos jovens podem sentir-se ansiosos ou stressados nas suas vidas, por causa de muitas coisas, como a escola, a universidade, o trabalho ou coisas como o facto de a DH estar a provocar pressão na família. Seja qual for a causa da ansiedade e stress, aqui estão alguns sinais comuns para se ter em atenção:

Como sabes se estás ansioso ou stressado?

Sintomas psicológicos

Sintomas físicos

É perfeitamente normal sentires-te ansioso quando enfrentas algo difícil e perigoso, mas não é normal sentires-te ansioso o tempo todo ou sentires que a ansiedade comanda a tua vida. Normalmente, a ansiedade extrema assume a forma de fobias, ataques de pânico ou perturbação obsessivo-compulsiva. Se achas que tens alguns dos sintomas de ansiedade ou stress, então existe apoio disponível para ti.

Apoio

Antes de mais, existem coisas que tu próprio podes fazer para aumentar as hipóteses de vencer a ansiedade ou o stress.

Ajudares-te a ti próprio a vencer a ansiedade e o stress

Mas também existe apoio exterior para te dar. O teu médico é um bom sítio para começares, eles podem prescrever medicação que te poderá ajudar e também te poderão referenciar a um psicólogo para que possas fazer terapia. Mais uma vez, como na depressão, os medicamentos só por si provavelmente não serão suficientes. A terapia irá ajudar-te a encontrares a raiz causadora de qualquer ansiedade e a trabalhares esse aspecto. É por isso que a combinação de medicamentos e de terapia consegue ser mais eficaz. Falar é, de facto, importante para ultrapassares qualquer problema que tenhas, como ansiedade ou stress. Fala com pessoas em quem confias, como família, amigos, um adulto de confiança, um psicoterapeuta ou a HDYO - estamos cá para ouvir-te. Existe apoio aí fora para ti, e a ansiedade e o stress podem ser ultrapassados.

(A “Childline” é um serviço do RU)

Auto-mutilação

Auto-mutilação é um termo que descreve a situação em que as pessoas propositadamente se magoam a elas próprias, de determinada forma, sendo que a maneira mais comum é cortarem-se a si próprias com um objecto cortante. Por vezes, quando a vida parece difícil e lidar com as situações se torna complicado, as pessoas podem auto-mutilar-se para sentir que têm algum controlo da situação ou para libertar emoções negativas.

Existem inúmeras razões pelas quais as pessoas jovens se podem auto-mutilar - a necessidade de fazer mal a elas próprias está habitualmente relacionada com emoções com que é difícil lidar. As pessoas jovens podem auto-mutilar-se porque é uma forma de libertar tensão ou raiva. É uma dor física, com a qual elas conseguem lidar, em vez de ser um sentimento emocional que é, para elas, difícil de lidar. Pode também ser uma forma de controlar alguma coisa, especialmente se sentirem que outras partes das suas vidas estão fora do controlo ou se sentem que estão presas numa situação difícil. A auto-mutilação pode também ser usada como forma de auto-punição por algo com que o jovem se sente mal.

‘A dor física é real, é algo com que podes lidar. Tu tens a dor… passa e depois acaba. Por isso, para mim, a auto-mutilação era uma forma de deixar sair todos os males emocionais e físicos - era uma forma de libertação.’ - Marthe

Muitas formas das pessoas se auto-mutilarem

A auto-mutilação pode assumir muitas formas diferentes. Cortar-se é a mais comum e conhecida forma de auto-ferimento, mas existem outras: queimar-se; escaldar-se; apunhalar-se; bater com a cabeça ou outras partes do corpo contra a parede; arrancar cabelos; morder-se; partir ossos; saltar de sítios altos ou para a frente de veículos; e engolir ou inserir objectos.

Formas de ultrapassar a auto-mutilação

Apesar da auto-mutilação ser vista pelo auto-mutilador como uma técnica para enfrentar situações, não é a melhor maneira, já que traz os seus próprios problemas e pode, potencialmente, causar sérios danos à tua saúde. Por isso, ultrapassar a auto-mutilação é importante para a segurança e bem-estar do jovem, mas a auto-mutilação poderá tornar-se viciante e como que um hábito. Distraíres-te da auto-mutilação é uma boa maneira de parares. Ao encontrares coisas alternativas, podes ser capaz de reduzir a necessidade de auto-mutilação. Ultrapassar qualquer tipo de vício não é fácil, mas estas pistas podem ajudar-te a encontrares algo que podes fazer em vez da auto-mutilação.

Lista de pistas e distracções para parar com a auto-mutilação

Emotional wellbeing

Talvez esta lista te tenha dado algumas ideias de como podes tentar ultrapassar a auto-mutilação, ou talvez tenhas pensado em mais coisas que podes fazer. De qualquer forma, as distracções são formas muito úteis de tentares parar com a auto-mutilação. Mas se te auto-mutilares - certifica-te de que cuidas dos teus cortes e feridas. Cortes e feridas não tratados podem levar a uma infecção e causar ainda mais danos. E, se estiveres preocupado com um corte ou uma ferida em particular, então procura imediatamente ajuda médica - é importante que estejas seguro.

Apoio para a auto-mutilação

(A “Childline” um serviço do RU)

Contar a alguém sobre a auto-mutilação é um enorme e corajoso passo, por isso desabafa com alguém com quem te sintas confortável. Falar com um profissional de saúde treinado, tal como um médico, um psicólogo ou uma organização de apoio é um passo seguro para dares, porque eles irão ouvir-te calmamente e oferecer-te aconselhamento e apoio. Provavelmente, será também mais fácil abrires-te com alguém que não te é emocionalmente chegado, porque podes relaxar e não te preocupares com o facto de o estares a perturbar. Não há qualquer razão para que lides sozinho com as coisas; se estás realmente preocupado com o facto de falares com alguém pessoalmente, podes telefonar, enviar email ou até escrever, anonimamente, a um grupo de apoio profissional.

Quando se fala com alguém sobre a auto-mutilação é importante pensar sobre a confidencialidade. Por vezes, quando uma pessoa jovem diz a um profissional de saúde que se auto-mutila, este poderá ter de envolver outros profissionais ou contactar a família, dependendo da sua politica de confidencialidade. A confidencialidade varia muito em termos mundiais, por isso, antes de falares com qualquer profissional, pergunta-lhe qual é a sua política de confidencialidade e certifica-te de que te sentes confortável antes de falares sobre a auto-mutilação.

Fazer um esforço consciente para parar a auto-mutilação é um grande progresso e um passo corajoso. Mas qualquer vício é difícil de ultrapassar se estás sozinho e apesar das distracções poderem impedir que te auto-mutiles em certas ocasiões, é provável que não resolvam a razão pela qual te auto-mutilas. Por isso, falar com aqueles em quem confias e que te podem ajudar é um importante passo a ser dado. Um médico ou psicólogo são bons pontos de partida e a HDYO está cá para ouvir.

Perturbações alimentares

Uma perturbação alimentar é uma doença que decorre de uma combinação de stress emocional e psicológico e que resulta numa relação obsessiva com a comida, em termos de comer de mais ou de menos. Ter a capacidade de controlar a quantidade e tipo de comida consumida, faz com que os doentes acreditem que estão a lidar com ou a controlar os seus problemas e é uma forma de bloquear sentimentos dolorosos.

Diferentes tipos de perturbações alimentares

Anorexia: Uma perturbação psicológica em que o doente tem uma visão distorcida da forma e peso do seu próprio corpo, levando-o, deliberadamente, a passar fome.

Bulimia: Os bulímicos entram num ciclo abusivo de vomitar a comida até ficarem doentes e livrarem-se de toda a comida que ingeriram. Muitos também usam laxantes para provocar diarreia.

Perturbação de ingestão compulsiva: Mais uma vez, envolve o consumo excessivo de comida, mas, ao contrário da bulimia, estas pessoas são incapazes de vomitar.

PASOE: Sigla de ‘Perturbação Alimentar Sem Outra Especificação’, em que os doentes têm alguns, mas não todos, dos sintomas para um diagnóstico de anorexia ou bulimia.

Qual o motivo para as pessoas desenvolverem perturbações alimentares?

As perturbações alimentares, tal como a auto-mutilação, quase sempre se devem ao facto de não estares feliz, sentires-te deprimido ou sentires que a tua vida está fora do controlo. Talvez se esteja passar alguma coisa em tua casa, estás a sentir-te realmente stressado com os exames, estás a fazer o luto de alguém que faleceu ou o impacto da DH na tua vida está a aumentar. O que é importante lembrar sobre as perturbações alimentares é que todos elas têm a ver com a tua cabeça, apesar de te focares no teu corpo.

No vídeo, a Marthe fala sobre como começou a sua perturbação alimentar, por ela querer ter o controlo sobre a forma como a DH estava a afectar a sua vida.

Como sabes se tens uma perturbação alimentar?

Seguem algumas questões para colocares a ti próprio e analisares como te sentes em relação à vida e à comida.

Se respondeste ‘sim’ a muitas destas perguntas, isso não quer dizer que tenhas, automaticamente, uma perturbação alimentar. Por isso, não entres em pânico. Mas poderá ser um sinal de que precisas de saber o que se está a passar na tua cabeça.

As pessoas podem namoriscar com as perturbações alimentares. Muitas vezes, cansam-se entretanto e elas não as levam para o abismo. Mas, quando a comida começa a interferir com a tua vida e começa a ser o único foco do teu pensamento, então vale a pena procurar ajuda.

Ultrapassar as perturbações alimentares

É difícil ‘curar’ as perturbações alimentares sozinho, mas recomenda-se que, se eliminaste um grupo de alimentos ou se costumas saltar refeições regularmente, comeces por tentar estabelecer objectivos que sejam alcançáveis. Por exemplo, tenta ‘Eu vou comer hidratos de carbono três vezes por semana’ ou ‘Vou certificar-me de que como três refeições por dia, cinco dias por semana’. Se conseguires atingir estes objectivos, então poderás ser capaz de fazer bons progressos na resolução da perturbação alimentar. No entanto, o mais provável é que precises de apoio ao longo deste processo, por isso não tenhas receio de falar com alguém ou ir ao teu médico.

Apoio para as perturbações alimentares

As perturbações alimentares podem ser ultrapassadas. A recuperação é possível, mesmo depois de anos de doença. Mas ninguém te pode forçar a pedir ajuda. Primeiro, tens de aceitar que tens uma perturbação alimentar. Talvez ajude falares com alguém em quem confies - um familiar, um amigo ou adulto de confiança. A HDYO também está aqui para te ouvir, caso queiras falar sobre as perturbações alimentares. Falar é um passo corajoso, mas pode ajudar imenso.

O teu médico poderá ajudar-te com as perturbações alimentares e pode encaminhar-te para um nutricionista ou um psicólogo. Se ele não o fizer, tenta pedir para ser encaminhado para um nutricionista ou para um psicólogo, porque os tratamentos, juntamente com a psicoterapia, podem ser uma forma poderosa de ultrapassar as perturbações alimentares. O tratamento tende a ser uma combinação de dieta controlada e psicoterapia para ajudar a lidar com os problemas subjacentes. É sempre importante encontrar a causa subjacente que está a provocar as perturbações alimentares, por forma a pará-las completamente e a melhorar o teu bem-estar emocional.

Consumo de Drogas & Álcool

Muitas pessoas bebem álcool e consomem drogas (lembra-te que os medicamentos também são drogas) e, normalmente, em doses razoáveis não há problema, mas em doses excessivas estas substâncias podem ser perigosas. Por vezes, as pessoas consomem álcool e drogas para se sentirem melhor ou para esquecer as coisas, quando a vida parece dura e lidar com ela se torna difícil. No entanto, beber em demasia ou consumir drogas em excesso, pode causar muitos problemas e danos permanentes no teu corpo, e pode também ser muito viciante e difícil de ultrapassar sem apoio.

Qual a razão para as pessoas começarem a abusar de drogas e álcool?

Existem muitas razões para o facto das pessoas consumirem álcool e drogas. Algumas das razões que as pessoas dão, incluem:

Quando é que beber álcool e consumir drogas se torna um problema?

Se alguém bebe muito ou consome muitas drogas e não consegue parar, pode ter um problema. Substâncias como a heroína, as benzodiazepinas (BZDs) e o álcool podem fazer com que o teu corpo desenvolva uma dependência física. Se tiveres dores, tremores e suores quando o teu corpo não obtém estas drogas, poderás estar a ter o síndrome de abstinência. Deves entrar em contacto com a tua unidade local de tratamento de álcool e drogas, para obteres ajuda, apoio e aconselhamento.

Apesar de outras drogas, tais como a cannabis ou a cocaína, não provocarem uma dependência física, podem levar a uma ‘dependência psicológica’ - quando te sentes incapaz de funcionar sem usá-las ou quando tens sintomas de abstinência quando páras.

Para além dos efeitos físicos e psicológicos, também é importante considerar os potenciais problemas financeiros e legais associados ao uso de drogas. Manter um hábito de álcool ou droga, quer seja legal ou ilegal, pode ser caro e levar a problemas com dívidas. Ser apanhado na posse de substâncias ilícitas ou testar positivo pelo seu consumo pode ter implicações legais. O consumo de drogas também pode ter impacto nas tuas relações e actividades sociais, escolares e laborais.

Que danos te podem causar o abuso de drogas e álcool?

Bem-estar emocional

Beber álcool e consumir drogas afecta a forma como pensas e te sentes. Estas são algumas das formas como te afectam:

Apoio

Se estiveres preocupado com o teu consumo de álcool e drogas, então o teu ponto de partida tem de ser o teu médico. Os médicos têm o melhor acesso a serviços e tratamentos de que precisas para ficares melhor. Poderás ficar preocupado com o facto de não saberes se podes ou não confiar que o teu médico irá manter o teu problema confidencial, mas a maior parte dos clínicos gerais seguem uma política de confidencialidade. Analisa essa política, para que possas decidir se te sentes ou não confortável em lhes pedires conselhos. Se estiveres realmente nervoso, podes pedir ao teu médico que te encaminhe para outro médico.

Por mais duro que seja dizer a um médico ‘Penso que tenho um problema’, falar com alguém é a coisa mais importante que podes fazer. Este não é um problema que vai desaparecer. Os médicos não te vão julgar, estão lá para te ajudar.

Se realmente sentes que não consegues enfrentar o teu médico, podem existir algumas instituições de solidariedade que poderão ajudar-te na tua região. Poderão existir também, na tua área, centros de aconselhamento e reuniões de grupo que podem fornecer apoio. Mas, para teres ajuda médica para a tua dependência, precisas de ver um profissional de saúde e teres um encaminhamento.

Se o teu corpo está fisicamente dependente de uma substância, então precisas de desintoxicar o teu organismo. Isto será realizado com assistência médica, para que te libertes da substância de uma forma gradual e segura. Segue-se terapia de grupo, assim como diálogos individuais, para analisar as razões por detrás da tua dependência.

Se tomares uma substância em doses arriscadas, mas o teu corpo não está dependente dela fisicamente, serás provavelmente encaminhado para um psicólogo, um enfermeiro de saúde comunitária ou um terapeuta cognitivo-comportamental. Eles podem ajudar-te a encontrares formas de alterar o teu padrão de consumos. Normalmente, existem razões psicológicas subjacentes para o teu hábito, que podem ser resolvidas.

Para alguém que esteja preocupado com o consumo de drogas ou álcool, individual ou de outras pessoas, então o apoio existe. Falar com aqueles que podem ajudar, tal como o médico, é o primeiro passo de uma longa caminhada para a recuperação. Mas as pessoas com dependência de álcool e drogas podem recuperar o controlo das suas vidas, enfrentando as suas dificuldades e ultrapassando as suas dependências, com a determinação e o apoio certos. Se quiseres falar sobre o abuso de drogas e álcool podes sempre contactar a HDYO para mais apoio - estamos cá para ouvir.

Pensamentos suicidas

Passar por sentimentos de depressão, ansiedade e stress pode, eventualmente, levar a pensamentos suicidas. Os pensamentos suicidas podem ser aterradores e causar grande isolamento. Mas sentires vontade de fazer mal a ti próprio é mais comum do que a maior parte das pessoas pensa. O aspecto importante a ter em conta é que não estás sozinho e que está disponível ajuda imediata.

Se estiveres com tendências suicidas é importante que arranjes apoio imediatamente. Deves contactar o teu médico, que será capaz de diagnosticar o problema temporário e tratável que está a causar o teu stress emocional. Por exemplo, sentimentos de desespero, tristeza, baixa auto-estima ou pânico são indicadores de doenças como a ansiedade e a depressão. Estes sintomas podem ser aliviados por medicação ou psicoterapia.

Se realmente achas que os teus pensamentos chegaram a um nível crítico, então dirigires-te à Urgência do teu hospital local poderá ser a opção mais segura. Aí poderás ser visto por alguém que será capaz de avaliar as tuas necessidades e de te ajudar a encontrar o apoio necessário.

Se, neste momento, não estás em crise, então talvez seja benéfico para ti contactares a HDYO, onde estaremos disponíveis para te ouvir e te encaminhar para mais apoio. Poderão também existir organizações na tua região que poderão funcionar como um lugar onde possas falar sobre os teus sentimentos suicidas tendo o devido apoio. O mais importante é receberes apoio.

“Bullying”

O “bullying” geralmente envolve uma pessoa ou um grupo que tira partido do facto de se sentir mais poderoso do que os outros. Este poder é encenado provocando danos físicos ou emocionais - ou ambos. O “bullying” pode assumir muitas formas, tais como: excluir as pessoas de um círculo social; insultos racistas e homofóbicos; excluir alguém por ser ‘diferente’; discriminação e abuso sexual; ser forçado a dar dinheiro ou bens pessoais; ataques físicos e violentos; seres ridicularizado por causa da situação em que a tua família se encontra.

Bullying

O “bullying” e a DH

Por vezes, as pessoas jovens afectadas pela DH são vítimas de “bullying” porque alguém na sua família ou alguém que conhecem tem DH é visto como sendo ‘diferente’.

‘Eu fui vítima de “bullying” na escola porque o meu pai tinha DH. O “bullying” fez com que a escola e a minha vida fossem muito difíceis e causou ainda um stress acrescido para além daquele que já existia em casa com a minha família. Tornou-se cada vez pior e nunca disse a ninguém o que estava a acontecer porque estava assustado, por isso continuou a acontecer durante anos. Olhando para trás, gostaria de ter dito a alguém e tentado acabar com aquilo.’ - David

Onde quer que o “bullying” aconteça ou seja qual for a razão para que aconteça, o “bullying” é errado e existe apoio disponível.

Combater o “bullying”

Formas de ajudar a ultrapassar o “bullying”.

Apoio

Contar a alguém sobre o “bullying” é um passo corajoso e realmente importante, apesar de também ser muito difícil. Fala com alguém em quem confies, tal como um amigo, um familiar, ou um adulto de confiança, como o teu professor preferido ou o director da escola. Como foi realçado acima, se não te sentires preparado para falar pessoalmente, considera falar com a HDYO sobre as tuas experiências de “bullying” - estamos cá para te ouvir e apoiar.

Actualmente, muitas escolas têm políticas “anti-bullying” por isso, se o “bullying” do qual estás a ser vítima está a acontecer na escola, a escola tem de agir de acordo com essas políticas. Pode ser muito útil perguntar a um professor ou a um adulto de confiança da escola, se esta tem uma política “anti-bullying” e o que podem fazer para parar o “bullying”, caso este aconteça. Algumas escolas também têm um conselheiro estudantil disponível, com o qual podes falar sobre “bullying”. Eles irão ouvir-te e depois serão capazes de te ajudar para que o “bullying” não aconteça.

O “bullying” é errado e não é culpa tua. Existe imenso apoio para parar o “bullying”, se conseguires dar aquele primeiro e corajoso passo e falar com alguém sobre isso - lembra-te a HDYO está cá para ouvir.

Abusos

Por vezes, nas famílias com DH, a pessoa que tem a doença pode tornar-se violenta ou abusiva devido aos sintomas comportamentais da DH. Isto pode fazer com que alguém com DH seja abusivo física e emocionalmente com as outras pessoas, incluindo pessoas jovens. Esta pode ser uma situação muito difícil, mas nestas situações deverás procurar apoio na Associação de Doentes de Huntington do teu país ou nas autoridades locais, como os serviços sociais. É sempre importante lembrar que é a doença de Huntington que faz com que a pessoa aja desta forma e não a pessoa em si. Mas isto não quer dizer, de forma alguma, que devas suportar os abusos, quer a pessoa tenha ou não a doença de Huntington. Procura apoio; a HDYO pode colocar-te em contacto com quem pode ajudar.

Quando se fala com alguém sobre os abusos é importante pensar na confidencialidade. Por vezes, quando uma pessoa jovem diz a um profissional de saúde que está a sofrer abusos, então este pode ter a necessidade de envolver outros profissionais, dependendo da sua política de confidencialidade. A confidencialidade varia muito em termos mundiais, por isso, antes de falares com qualquer profissional, pergunta-lhe qual é a sua política de confidencialidade e certifica-te de que te sentes confortável antes de falares sobre os abusos.

A HDYO gostaria de agradecer ao www.thesite.org e ao www.childline.org.uk, pela informação prestada acerca de todos os tópicos acima descritos, e especialmente à “Childline” (Linha da Criança) por nos ter permitido utilizar alguns dos seus vídeos.